logística para supermercado​

A logística para supermercado não termina quando o caminhão encosta na doca. A mercadoria ainda precisa ser retirada do veículo, transferida, movimentada até o estoque, armazenada e, posteriormente, deslocada para abastecer a operação.

É justamente nessa sequência que aparecem muitos dos desafios de uma operação: desníveis entre caminhão e doca, movimentação manual, deslocamentos repetitivos e equipamentos que não correspondem ao tipo de carga ou à estrutura disponível.

Por isso, melhorar a movimentação de mercadorias exige olhar para o percurso completo da carga, e não apenas para uma etapa isolada.

Onde estão os principais pontos críticos da logística de supermercado?

O fluxo logístico de um supermercado pode variar conforme o porte da operação, mas normalmente envolve:

  • Recebimento;
  • Descarga ;
  • Transferência;
  •  Armazenagem;
  • Separação; 
  • Abastecimento; 
  • Expedição.

Cada etapa apresenta uma exigência diferente.

Na chegada dos produtos, por exemplo, existe a interface entre o caminhão e o armazém. Depois, as cargas precisam percorrer corredores, áreas de estoque e outros pontos da instalação.

Em operações com grande volume de paletes, o desafio pode estar na movimentação interna. Em locais com docas de diferentes alturas, o problema pode começar antes mesmo de a carga entrar no estoque.

O que observar antes de escolher um equipamento?

Uma especificação adequada começa pelo diagnóstico da operação.

Alguns fatores precisam ser considerados:

  • peso e dimensões das cargas;
  • utilização ou não de paletes;
  • altura da doca em relação aos veículos;
  • espaço disponível para circulação;
  • frequência de recebimentos e expedições;
  • distância percorrida pelas mercadorias;
  • necessidade de elevação durante a movimentação;
  • existência ou não de uma doca convencional.

Essa análise evita uma escolha baseada somente na capacidade nominal de um equipamento.

Quais equipamentos podem apoiar a movimentação de mercadorias?

Não existe um único equipamento capaz de atender todas as etapas. A escolha depende da função que precisa ser executada.

Paleteira: movimentação de cargas paletizadas

Depois que a mercadoria chega ao nível do piso, uma das necessidades mais comuns é deslocar o palete até seu ponto de armazenamento.

A Paleteira Metaro é destinada ao manuseio de cargas paletizadas e utiliza acionamento manual por bombeamento hidráulico. O sistema de rodas traseiras duplas também favorece a estabilidade da carga e a transposição de obstáculos no piso, como trilhos e canaletas.

Na prática, é um equipamento que faz sentido quando a necessidade principal está no deslocamento horizontal da carga.

Paleteira Pantográfica: quando a operação também exige elevação

Há situações em que apenas deslocar o palete não resolve a necessidade operacional.

Quando a carga precisa ser elevada para adequar sua posição de trabalho, a Paleteira Pantográfica da Metaro. passa a cumprir outra função dentro do processo: combina movimentação de paletes com elevação em altura.

Esse tipo de equipamento pode contribuir para uma operação mais adequada do ponto de vista ergonômico, especialmente quando a altura da carga interfere na execução da atividade.

O ponto importante é diferenciar as aplicações: uma paleteira convencional atende principalmente à movimentação; a versão pantográfica acrescenta a possibilidade de elevação.

Como resolver o desnível entre o caminhão e a doca?

A transferência entre veículo e armazém é outro ponto que merece atenção.

Caminhões não possuem necessariamente a mesma altura da doca. Quando existe diferença entre esses níveis, a operação precisa de um recurso que faça essa transição de maneira adequada.

É aí que entram as niveladoras de doca.

Niveladora de Doca Avançada

A Niveladora de Doca Avançada Metaro faz a ligação entre o armazém e a carroceria do caminhão e permite compensar diferenças de altura entre os veículos.

Um diferencial da configuração avançada é a possibilidade de instalação sem a necessidade de recorte do piso para criação de um fosso. A plataforma permanece inclinada quando está em repouso, ocupando menos espaço no pátio de manobras.

É uma alternativa relevante para operações que já possuem uma doca, mas precisam melhorar a interface entre o armazém e diferentes veículos.

Niveladora de Doca Embutida

A Niveladora de Doca Embutida segue outra lógica de instalação.

Ela fica integrada ao piso da doca e foi desenvolvida para locais nos quais o espaço no pátio de manobras é uma variável importante. Sua operação permite trabalhar com caminhões posicionados acima ou abaixo do nível da doca.

A diferença entre as duas soluções mostra por que a especificação não deve começar pelo produto, mas pela estrutura existente e pela característica da operação.

Conheça as soluções Metaro para docas.

E quando a empresa não possui uma doca convencional?

Nem toda operação dispõe de uma estrutura fixa para carga e descarga.

Nesses casos, duas alternativas podem atender cenários diferentes.

Rampa Rebocável

A Rampa Rebocável Metaro faz a ligação entre o solo e a carroceria do caminhão, compensando a diferença de altura para permitir o acesso à carroceria.

A estrutura possui grade antiderrapante e pode ser utilizada em operações que precisam estabelecer essa conexão sem depender de uma doca convencional.

Doca Móvel

Já a Doca Móvel Metaro foi desenvolvida para locais onde não existe uma doca convencional. O equipamento permite fazer a transferência entre a carroceria e o nível do piso utilizando uma paleteira manual.

Sua aplicação também pode atender operações com materiais não paletizados e situações em que é necessário vencer desníveis de até 1.700 mm. A capacidade informada pela fabricante é de 1,5 ou 2,5 toneladas.

A diferença entre rampa e doca móvel é importante: a primeira cria uma superfície de acesso entre dois níveis; a segunda também realiza a elevação da carga entre a carroceria e o piso.

Como escolher equipamentos para a logística de supermercado?

A melhor configuração depende do ponto em que está o problema.

Se o desafio está no deslocamento de paletes dentro do estoque, uma paleteira pode atender à necessidade.

Se além do deslocamento existe uma demanda de elevação, a paleteira pantográfica pode ser mais adequada.

Se o gargalo está na transferência entre caminhão e doca, é necessário avaliar a diferença de altura e a infraestrutura existente para definir entre uma niveladora avançada, embutida ou móvel.

Quando não existe uma doca convencional, entram na análise alternativas como rampa rebocável e doca móvel.

O que uma análise técnica da movimentação pode identificar?

Antes de investir em equipamentos, vale acompanhar o percurso real da mercadoria.

Observe:

  • onde a carga é retirada do caminhão;
  • como ela atravessa a interface entre veículo e armazém;
  • quais equipamentos são utilizados;
  • quantas vezes o palete precisa ser deslocado;
  • onde existe necessidade de elevação;
  • quais atividades são repetidas durante o turno;
  • onde ocorre maior esforço dos operadores;
  • se a infraestrutura limita a movimentação.

Essa leitura do processo ajuda a identificar se o investimento deve estar concentrado na doca, na movimentação interna ou na integração entre essas duas etapas.

Mais do que adicionar equipamentos, o objetivo é adequar cada recurso à função que ele realmente precisa desempenhar.

Leia também: O impacto da logística na cadeia de abastecimento de supermercados 

Eficiência começa na análise do fluxo

Uma logística para supermercado bem estruturada depende da integração entre infraestrutura, equipamentos e pessoas.

A transferência entre caminhão e doca exige uma solução diferente daquela utilizada para movimentar um palete dentro do estoque. Da mesma forma, uma operação que precisa elevar a carga apresenta uma necessidade diferente de outra que realiza apenas o deslocamento horizontal.

Por isso, paleteiras, paleteiras pantográficas, niveladoras, rampas e docas móveis não devem ser avaliadas isoladamente. A escolha precisa considerar carga, percurso, frequência, infraestrutura e características da operação.

A Metaro atua justamente nesse ponto: desenvolvendo equipamentos para movimentação de cargas, operações de doca e adequação ergonômica, com diferentes configurações para necessidades distintas.

Sua operação apresenta gargalos na movimentação ou na transferência de cargas? Fale com um especialista da Metaro para avaliar a configuração mais adequada ao seu processo.

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